
"Não... você não pode fazer isso comigo..." As palavras escaparam quase entre meus dentes, minha voz trêmula.
Meu padrasto, bêbado, continuava indiferente; o peso dele me sufocava, dificultando minha respiração enquanto meu coração disparava.
De repente, a porta se escancarou e duas figuras irromperam no quarto.
"Saia de cima dela!", um rugido ensurdecedor ecoou.
Jamais imaginei que os irmãos gêmeos que me atormentavam na escola surgiriam como deuses furiosos para me salvar.
Depois que minha avó faleceu, fui obrigada a ir morar com minha mãe e meu padrasto, que me tratavam como uma empregada. Eu rezava todos os dias para que meus 18 anos chegassem logo, para finalmente ir embora daquele lar destruído.
Mas, no meu primeiro dia na nova escola, dei de cara com os lendários gêmeos que todos temiam.
E, como se não bastasse, a Deusa da Lua revelou que eles eram os meus companheiros.
Após me salvarem do meu padrasto, um deles me encurralou, deslizou os dedos pelo meu cabelo e sussurrou, possessivo:
"Você é nossa… nossa pequena companheira."