
De cabeça baixa, o rubor nas minhas faces acesas, deixei o olhar descer até o volume pronunciado que pressionava seu jeans. "Que olhar?" Resolvi entrar no jogo, a mão deslizando para contorná-lo enquanto o encarava com fingida inocência.
Ele afastou minha mão, só para me puxar com firmeza para a beirada da mesa. O coração pareceu parar no peito.
"Ainda não respondeu à minha pergunta." Apoiei as palmas contra o muro sólido de seu peito, desejando que ele fosse além daquela expressão irritantemente impassível. "E então? Posso?"
Uma risada nervosa me escapou, e desviei o olhar, sentindo o calor subir pelo pescoço. A risada grave e compreensiva de Christian ecoou na sala. Seus dedos percorreram minha face ardente.
Então ele se inclinou. Antes que eu pudesse reagir, seus lábios — macios, mas exigentes — encontraram os meus.
"Lembra", sussurrou ele, a voz rouca e próxima, com a testa ainda encostada na minha, "como destruí aquele seu ato de inocência no clube?" Seus olhos traziam uma promessa densa. "De agora em diante, farei isso sempre que quiser. Até você aprender a nunca mais me fazer uma pergunta tão tola."
Dessa vez, o beijo não foi suave. Foi possessivo, agressivo. Uma marca. Meus braços se enrolaram em seus ombros, correspondendo à sua fome com a minha, a língua buscando a sua. Aproximei-o com urgência, desesperada para não haver espaço entre nós. Não soltaria.
Após um momento longo e sem ar, ele interrompeu o beijo. Lenta e deliberadamente, tirou minha mão de seu ombro. Sem desviar os olhos dos meus, guiou-a pelo torso definido, sobre o quadril…
Até, por fim, apertar minha palma firmemente contra a evidência inegável e dura de seu desejo, o olhar desafiador, desafiando-me a recuar.